Admito

Deste blog, tragicamente baptizado que não na Língua de Camões, guardo para mim, com um orgulho genuíno, um aspecto da linha editorial do Coffee Break. Algo que havia conduzido até há pouco tempo o destino dos posts não-profissionais: o facto de nada deverem a pessoalismos. A primeira pessoa, o eu. O vivi, o fui, o sorri, o comi, o bebi. Não estavam, não existiam. Não os queria por cá. O li, o escrevi, o comentei, o conheci, o estudei. Vezes raras os usei. Não os considerava necessários. Mais do que isso: não os considerava adequados. Por que haveria de os usar? Que têm a ver os poucos que passam por cá com a minha vida? Não que não a queira contar – não quero, de facto – mas simplesmente porque dizer que um blog é um espaço de um para todos é mentir. Um blog é um espaço de todos para todos. Um espaço público, portanto. E não usar pessoalismos é respeitar esse espaço comum.

Ou então não.

Ou então pode haver um equilíbrio entre o público e o privado: um quê de pessoalismo ali e acolá, uma deriva egoísta de um blog aberto; e o original sentido do blog, de coisas sobre a coisa pública, sobre todos. Ou quase.

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