Assustador (II)

A ‘Casa dos Segredos’ é visto diariamente por cerca de um milhão e meio de espectadores.

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A Voz Humana

“A primeira noite dorme-se. O sofrimento distrai, é uma novidade, suportámo-lo. O que não se suporta é a segunda noite, a de ontem, e a terceira, a de hoje, a que vai começar dentro de alguns minutos, e amanhã e depois de amanhã, dias sobre dias, a fazer o quê, meu Deus?”

[de Jean Cocteau, no TNSJ até 4 de Dezembro]

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Diário de Bordo #13

O mês de Novembro foi de glória para Gondomar, no plano desportivo. A Taça Europeia de Patinagem Artística decorreu entre os últimos dias de Outubro e os primeiros de Novembro, em Gujan Mestras – uma região no sul de França – e Portugal participou na prova com um comitiva de 20 atletas. Desses 20 atletas, oito eram do concelho de Gondomar.

Coube, por isso, ao jornal Vivacidade dar a merecida atenção aos atletas que participaram na Taça.
O artigo sobre o tema ficou a meu cargo, tendo tido, pela importância do assunto, uma maior elasticidade nos caracteres – cerca de 4 mil.

Fiz uma entrevista completa a Inês Castro (foto), do Clube de Patinagem de Baguim, que arrecadou uma medalha de prata.
O empenho e assertividade da jovem, de apenas 10 anos, explicam, em parte, o sucesso que a mesma tem tido e que virá, certamente, a ter.

Como o artigo era grande, tive a oportunidade de entrevistar pessoas que contribuíram para esse mesmo sucesso. A mãe – suporte essencial -, o treinador e a presidente do clube que representa a Inês. Esta última, Lina Costa, mostrou ser, também ela, determinada e verdadeiramente dedicada, quer aos atletas, quer ao próprio clube.

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Michael ‘O’ Really’

(…) the French have never produced a great philosopher. Great wine maybe, but no great philosophers. Ryanair is responsible for the integration of Europe by bringing lots of different cultures to the beaches of Spain, Greece and Italy, where they couple and copulate in the interests of pan-European peace.”

[entrevista ao The Guardian, do sábado passado]

Até 13.01.12

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Vou fingir que não estou deslumbrado por ter acesso a de um dos melhores jornais do mundo – o The Guardian -, diariamente, sem pagar nada por isso. Até dia 13 de Janeiro, altura em que termina a subscrição grátis, serei um fiel leitor do diário. Depois logo se vê.

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Investimento a fundo perdido

De todos os contratos celebrados na vida, a própria – o contracto vital, este que nos fez nascer e que nos mantém vivos – será, porventura, o pior de todos. Porque a vida é um negócio atípico. Não se ganha nem se perde. Simplesmente desaparece. E ninguém quer ver um negócio que envolve um investimento tão grande dissipar-se.

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Densidade

A publicidade é a ciência da banalidade.

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Não é um Top Gear, mas…

…parece que, finalmente, temos um bom programa de carros, em Portugal. É a Volante TV e é transmitido na SICN.

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Sobre o Facebook

A Matilde é uma jovem universitária de 19 anos. A sua vida desenrola-se, ao nível profissional, entre os afazeres académicos e o part-time num escritório de advogados que a ajuda a custear as propinas. A família grande e o grupo de amigos mais chegados que tem, preenchem-na ao nível pessoal. Considera-se feliz e realizada a ambos os níveis.

É tida por todos que a conhecem como uma rapariga doce, simpática e inteligente. Apesar de tímida, é comum ouvir-se falar do seu nome em qualquer grupo de rapazes pelas suas belas feições que emanam pureza e simplicidade.

Como quase qualquer jovem, a Matilde tem Facebook. A sua página nesta rede social está repleta de informações. Onde vive, onde estuda, onde trabalha, quem são os seus amigos, a sua família, etc. Quase tudo está lá.

Num dia comum, como tantos outros, Matilde saiu da universidade ao final da manhã para fazer uma curta caminhada em direcção ao escritório onde trabalha. Foi vista a sair da faculdade mas não chegou até hoje ao seu destino.

Doze anos depois, as autoridades desmantelaram uma rede de rapto que operava através das redes sociais – como forma de reunir informação acerca das vítimas -, e que tinha como objectivo enviar os raptados para países sul-americanos onde outras redes usavam as pessoas para lhes retirar órgãos. A Matilde estava na longa lista dos que haviam sido operados. A grande maioria morre após a operação. Família e amigos, nunca mais tiveram qualquer informação da jovem.

As redes sociais são perigosas. E não o são apenas quando mal utilizadas, como foi o caso da Matilde, pelo perigoso e arriscado excesso de informação pessoal que lá depositou. Elas são perigosas pelas inúmeras falhas que têm e que ultrapassam a própria administração das redes.

Francisco Rente – um especialista e investigador na área das redes sociais -, analisou através de um estudo realizado na Universidade de Coimbra a forma com os cibernautas utilizam estas redes e concluiu que os mesmos fazem um uso irresponsável e inseguro, revelando informações que deviam permanecer na esfera pessoal.

Na verdade, existe um outro aspecto que ultrapassa em muito a gravidade da exposição em demasia ou da fragilidade da segurança das redes sociais. Não são dignos de registo os espaços no planeta que não estão sob jurisdição. Ou seja, são poucos os espaços que têm regras que, por conseguinte, atribuem direitos e deveres.

A Internet, não sendo um espaço real, deveria estar igualmente sob jurisdição para que, ligando um computador à Internet, não se passasse a viver num campo inóspito no que à legislação diz respeito. Um espaço anárquico, de inimputabilidade, onde, com as devidas excepções, há crimes a serem cometidos a cada minuto que destroem vidas reais, como a da doce, simpática e inteligente Matilde.

As redes sociais não são, no entanto, um espaço onde os problemas imperam. O facto de potenciarem o espírito benévolo das pessoas – nas manifestações contra o desemprego, na resolução de problemas sociais -, é um aspecto a considerar. No entanto, os problemas que estas redes virtuais de amizade mascaram são demasiado graves para serem esquecidos, ignorados ou subvalorizados. Em jogo, está tão-só a segurança de cada um de nós.

(texto ficcionado)

A retórica mente. A política faz-se de retórica. A política mente.

O diálogo de Platão, entre Sócrates e Fedro, encerra uma questão muito interessante que, não raras vezes, não conseguimos reconhecer. A certa altura do diálogo, Sócrates, incitado por Fedro, parte para uma intervenção que resume, de forma clara, o que é a retórica – ou a arte da palavra -, e de que ferramentas ela se socorre. “(…) nos tribunais não interessa absolutamente nada a ninguém a verdade das coisas, mas só o que seja persuasivo. E tal poder reside no provável, a que deve aplicar-se quem deseja falar com arte.” O provável, que Sócrates refere, é o verosímil, ou seja, a opinião que a maioria aceita, mesmo que essa opinião não se revista de verdade. Da mesma forma, os dois interlocutores trocam, ao longo do diálogo, diversos exemplos onde a retórica se edifica sem um fundamento de verdade completa, como nas assembleias públicas ou nas reuniões privadas. Surge, por isso, a observação de que a retórica baseada na verdade pura é utópica. Por conseguinte, a eliminação da mentira na arte da palavra fará com que a mesma perca o poder persuasivo. Cabe, por isso, ao ‘auditório’ distinguir o tema – entre o que é complexo e que causa hesitação e o que é simples e não causa hesitação – e ter um conhecimento profundo dos assuntos tratados, através da investigação e do estudo, por forma a minimizar o poder, muitas vezes perverso, da retórica.

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Diário de Bordo #12 Compacto

Com as férias veio a despreocupação. Depois disso, aparentemente, estaria para vir o regresso ao trabalho, com o mesmo ritmo de sempre. Mas não. Até há bem pouco tempo, a extensão das férias fez-se notar nos dias ainda relaxados, apesar da faculdade já ir em velocidade de cruzeiro.

Agora, que despertei, tudo volta ao normal. A faculdade, o jornal, o blog – e respectivo diário de bordo -, O Centro Social, etc.

Quanto ao diário de bordo, desta vez, e por já estar atrasado, apresento uma súmula dos acontecimentos e não uma descrição pormenorizada.

Do pós-férias e já a trabalhar para a edição de Setembro, o meu trabalho foi extenso e desdobrou-se em quatro eventos:

1. Entrevista à autora do livro Código 12_18, Deolinda Reis;

2. Publireportagem (ou reportagem redigida, como diz Manuel António Pina) do Mathriders – um centro de explicações de matemática com uma taxa de sucesso de 95%;

3. Entrevista à confraria do Rosário, que é o grupo responsável pela organização de uma das maiores festas religiosas da zona norte;

4. Publireportagem de uma loja de fotografias – a Foto Ilustre – que é conduzida por dois profissionais exímios na arte de fotografar.

Destes quatros eventos, o que mais me marcou, enquanto repórter estagiário, foi a entrevista à escritora e professora Deolinda Reis, pela forma como a conversa, no final da apresentação da obra, fluiu. Por mais que nos fosse útil, nem todos os nossos entrevistados tem a capacidade oratória e discursiva da escritora, que me permitiu fazer um bom trabalho na hora de redigir o artigo.

A edição saiu a 29 de Setembro, com um layout refrescado, naquela que foi a primeira mudança estética desde o seu nascimento.

Ainda no campo das novidades, surge uma inteiramente relacionada com a necessidade premente das novas tecnologias. O antigo site do jornal Vivacidade já não responde às exigências dos tempos actuais e, querendo colmatar essa falha, eu próprio, nos tempos livres, construí um novo site de raíz que pretende ser, este sim, um meio de comunicação actualizado, dinâmico e apelativo. Em relação ao anterior, este novo possui inúmeras potencialidades, entre as quais a capacidade de o leitor consultar a versão online, de ler as principais notícias e destaques, entre outras coisas. No entanto, este webespaço ainda não é oficial, estando à espera do aval da direcção.

O trabalho para a edição de Outubro já começou. A edição deste mês terá a minha colaboração numa proporção mais contida, visto que o trabalho da faculdade me deixa pouco tempo extra.

A fechar, deixo algumas fotografias que ilustrem o meu trabalho para a edição de Setembro do periódico rio tintense.

A autora da obra ‘Código 12_18’, Deolinda Reis, a quem a simpatia e clareza de ideias surgem naturalmente.

Os confrades do Rosário, homens de fé, constituídos por um espírito de voluntariado cada vez mais etéreo.

As renovadas instalações da Foto Ilustre, conduzida por António Mendes e Rui Teixeira, dois fotógrafos premiados.

E, por fim, a capa da edição do mês de Setembro, com um enfoque natural nas festas do concelho.

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Conterrâneo

Júlio Resende 1917-2011

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Exmo. Sr. Professor Dr.

Há uns meses fui fazer uma cobertura de um evento – não interessa qual, nem onde. No final, no caos dos meus apontamentos, faltavam-me uns nomes, que iriam ser necessários para a redacção da notícia. Fui falar com o responsável. Um homem de meia idade, altivo, com uma ponta de simpatia disfarçada. Enquanto lhe perguntava os nomes, notei que ele olhava para um outro bloco que tinha, onde estava escrito o nome dele.
De repente, com um sorriso tipo eu-vi-logo-que-eras-um-pateta:

– «Não é ‘Sr.’ mas sim ‘Dr.’, atrás do meu nome.» – disse ele.

Olhei para o dito bloco. De facto estava lá o ‘Sr.’ mas, na realidade, não devia estar lá nada. Nem ‘Sr.’, nem ‘Dr.’.

– «Pois» – disse eu, enquanto riscava o ‘Sr.’ e punha lá o ‘Dr.’ um pouco mais a cima. «Isto é só um rascunho mas na notícia não aparecerá qualquer título» – acrescentei, tentando explicar-lhe.

– « Ah, pois, em Jornalismo são só os nomes das pessoas, não é?», respondeu ele com uma expressão que desvendava a tristeza que lhe ia na alma por aquilo que tinha acabado de dizer ser verdade.

Numa crónica recente de Mário Crespo, o próprio surpreendia-se com com este “complexo do doutoramento nacional”, referindo-se a este como “caso único no mundo”.
No mesmo espaço de opinião, o pivôt partilhava com os leitores os dados do Wall Street Journal sobre Portugal, num artigo apelidado pelo periódico americano de “Uma Nação de Cábulas”. Nele, constatava-se que apenas “28% da população portuguesa entre os 25 e os 64 completaram o nono ano”, enquanto que noutros países europeus, esse indicadores rondam os 90%.

A questão é: se já é chato que exista um país de doutores e engenheiros, o que dizer de um país de falsos doutores e engenheiros?

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Nostalgia de um tempo inexistente

Do fado já me assaltaram vários sentimentos. Os mais marcantes foram dois. Primeiro, uma partilha de opinião com o vimieirense que nos ‘presidiu’ durante 40 anos: o fado é deprimente. A segunda, mais recente, mais a par com outros tipos de gosto: o fado é interessante. É como o humor stand-up. Tem de se aprender e é tudo menos instantâneo.

Por ora, deslumbro-me com Amália. Sinto uma certa nostalgia de um tempo que não vivi – o tempo áureo da diva -, mas que gostava de ter vivido.

Nunca é tarde para descobrir o Fado, Amália e todo o património cultural a eles associado.

(Por falar em património, o Fado já o é, ‘imatarialmente’ falando? Se não o é, devia ser).

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Referências

“Excluindo-nas, ou limitando-as [à História e à Literatura] a vinhetas de ciclos históricos universais e escritores giros para a criançada, Portugal resume-se ao presente, à Selecção Nacional, aos clubes, aos famosos da bola, da música popular e dos ecrãs generalistas”.

[Eduardo Cintra Torres, in Público, 2.9.11]

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“Para além da dívida”

Hoje, no Público, um artigo de leitura obrigatória, de Pedro Lomba, no espaço habitual. “Para além da dívida” refresca-nos com uma visão do investimento governativo em universidades e na formação superior em geral. Apesar do estado agravado da economia mundial, países há onde a crise não afectou a qualidade das instituições de ensino.
“A América pode estar em crise (…) Mas há um foco de poder tipicamente americano que resiste: as universidades”.

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Rocky Mountain News

Quando um jornal fecha, fecha muito mais do que uma empresa noticiosa. São histórias que terminam. São rotinas partilhadas jornal-leitor que desaparecem de uma manhã para outra. Foi o que aconteceu, em 2009, ao Rocky Mountain News. Um jornal de Denver, com 149 anos (!).

 

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Portdance Open (Diário de Bordo #11)

Sábado, 16 de Julho
Portdance Open, Multiusos de Gondomar

Depois de festas tradicionais, aniversários de associações, serões culturais, eis que chega um evento de uma dimensão e âmbito diferentes.

O PortdanceOpen, festival internacional de dança desportiva, realizou-se em Gondomar, no pavilhão Multiusos, e a cobertura do evento para o jornal Vivacidade ficou por minha conta.

Como as características do evento eram substancialmente diferentes, fiz uma preparação mais aprofundada da cobertura: preparei devidamente as questões para os diferentes tipos de entrevistados. No local, tive oportunidade de entrevistar o organizador, Pedro Sousa, que também é o mentor de uma academia de dança com o seu nome, o vereador Castro Neves, da Câmara de Gondomar, alguns pares de dançarinos participantes, os responsáveis de um ginásio lá representado, bem como alguns visitantes.

O evento, pelo que vi e segundo palavras do organizador, teve sucesso e a edição deste ano parecia estar a superar a de outros anos.

No local, para além do Vivacidade, estiveram também, que eu tivesse visto, o Jornal de Notícias, que fez duas reportagens sobre o evento, e o Porto Canal.

A cobertura correu bem, todos os entrevistados deram um excelente contributo e a edição da notícia seguiu o mesmo caminho. Desta vez, tendo em conta a natureza da notícia e o facto de ter mais alguns caracteres disponíveis, tentei imprimir um ritmo mais presencial e não tanto formatado. Pretendi com a notícia, contar, de facto, uma história, utilizando referentes espaciais e temporais, o que nem sempre é fácil num jornal mensal. A ver vamos qual será o resultado. No dia 4 de Agosto, dia em que o jornal sai, saber-se-á!

Deixo também uma apresentação em vídeo, um dos muitos que estão no Youtube, que impressiona pela qualidade dos dançarinos.

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Triana (Diário de Bordo #10)

Quinta-feira, 14 de Julho
Triana, Festa do Nosso Senhor dos Aflitos

O Verão traz-nos a silly season, época rica em assuntos frívolos, mas também muita festa – da tradicional e da outra.

Desta vez, a Triana – uma zona de Rio Tinto, outrora problemática, segundo soube -, celebra o Nosso Senhor dos Aflitos, poucas semanas depois do S. Bento.

A Comissão de Festas destas celebrações depara-se com os problemas que a crise, invariavelmente, traz. As questões financeiras estiveram muito presentes na entrevista que fiz ao presidente da Comissão, José Ferreira, que, no entanto, admitiu que a comunidade “tinha sido generosa”.

Boas notícias, portanto.

 

 

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Tecnologias…

As novas tecnologias despertam em mim dois sentimentos que estão nos antípodas: por um lado, ao romperem com as tecnologias tradicionais, deixam-se saudoso e pouco receptivo – acontece com frequência na relação papel vs. digital -, por outro, ao facilitarem e melhorarem pequenos aspectos da vida quotidiana, deixam-me impressionado e com a sensação de que elas, as novas tecnologias, só trazem benefícios.

Vem isto a propósito de uma encomenda que fiz na FNAC, em França. Dela, da encomenda, falarei num post mais à frente.
Por ora, interessa que quer a própria FNAC online, quer o serviço de transporte – neste caso, é por DHL -, disponibilizam um serviço em tempo real que vai dando conta dos locais, horas e processos pelos quais a encomenda está a passar. Melhor: essa informação pode ser remetida para o telemóvel ou para o email.
“Partiu das instalações da DHL em Paris, França”, recebi há uns minutos atrás. Estou deslumbrado.

Provavelmente este serviço já existe há uns anos, mas como só agora o uso, faço de conta que é uma nova tecnologia e deixo-me arrebatar pelo facto de as encomendas perdidas serem coisa do passado.

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Edição fechada (Diário de Bordo #9)

A edição de Julho do Jornal Vivacidade – a minha segunda, enquanto estagiário – fechou e com ela saíram quatro artigos da minha autoria, cujos títulos enuncio aqui: “Festa ‘anti-crise'”, “90 velas para a Assembleia de Rio Tinto”, “Cultura e Música” e “Não queremos deixar cair a festa”. O jornal saiu a 8 de Julho.

Muito trabalho, mas também muito interesse e dedicação numa experiência que até agora só me tem deixado agradado.

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Um registo diferente (Diário de Bordo #8)

Sexta, 1 de Julho
Conferência na Associação São Bento, Rio Tinto

A Associação São Bento, organizou uma conferência dedicada ao Mosteiro Beniditino. O evento, realizado na sede da colectividade, decorreu ao longo do serão quente da primeira noite do mês de Julho e teve como orador o ex-director da Biblioteca Municipal do Porto e actual assessor Cultural da Câmara Municipal do Porto, Luís Cabral.

Para além da conferência e do bom humor do orador convidado, a sala, com todo o seu valor histórico e o Quarteto de Saxofones da Academia de Música de Costa Cabral concretizaram uma noite agradável e um artigo muito interessante de redigir.

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Festa e Feira (Diário de Bordo #7)

Sexta, 1 de Julho de 2011
Festa da Cerveja e Feira de Artesanato, Largo do Mosteiro, Rio Tinto

O Verão é assim. Calor e muita festa, apesar da crise.

Rio Tinto não foge à regra e neste período de veraneio muitas serão as festas e demais eventos. Ao ar livre, de preferência.

No primeiro dia do mês de Julho, ao final da tarde, fui fazer a cobertura de mais uma edição da Festa da Cerveja – um dos eventos com mais adesão, por terras rio tintenses.

Em paralelo, decorria a Feira de Artesanato, no mesmo local, que também teve lugar de destaque no artigo que fiz para a edição de Julho.

Entrevistei participantes, visitantes, organizadores e falei com todos aqueles que podiam dar um contributo para que o artigo ficasse rico.
Uma boa experiência, como sempre.

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Some say…

Juntar conceitos como um programa épico, um comediante atípico e um reasonably priced car…resulta em algo deste género:

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Outra perda

 

Esta sequência de perdas, umas atrás de outras, começa a ser difícil de conceber.

Há uma semana e pouco deixou-nos um dos mais significativos empresários do panorama nacional. Salvador Caetano, empreendedor do norte, partiu. Inspirou e inspirará outros que vêem no seu percurso, uma lição.

Anteontem morreu uma lutadora. Maria José Nogueira Pinto, irmã de uma grande jornalista – Maria João Avillez -, deixa também um rasto de luta destemida até ao último minuto.

Ontem, de forma súbita, foi a vez de Diogo Vasconcelos. Dei conta da sua presença e inteligência na primeira vez que ouvi falar dele, o ano passado, numa conferência que assisti na Nova de Lisboa.
A inovação e ele próprio andavam de mãos dadas. Era um visionário dos nossos tempos e andava uns passos à frente nestas e noutras questões.
Li, no fim-de-semana passado, uma entrevista que deu, porventura a última, à revista Cx. Como seria de esperar, o brilhantismo das suas palavras e convicções estava lá. Fiquei particularmente surpreendido com as suas opiniões em relação à direita e esquerda, aos partidos e à sua concepção do mundo partidário.
Fica o seu trabalho, o seu testemunho e o seu percurso profissional, dentro e fora de Portugal. Fica também a sensação que este era um homem que, decerto, muito teria para dar a todos nós.

Espero que as linhas deste blog, não tenham, nos próximos tempos, de se ocupar da triste mas honrada tarefa de descrever homens e mulheres de mérito que partiram.

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Perda

Maria José Nogueira Pinto reunia características raras em política, mas igualmente raras na natureza humana. Uma delas era a frontalidade genuína. Aquele tipo de frontalidade que não existe para impressionar, para chocar. Existe, simplesmente.

Uma perda profunda.
[1952-2011]

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Modernices

“Eu acho admirável que um homem como o Papa tweet tweets no Twitter, com o seu Ipad mas que ao mesmo tempo diz: sim, mas isso do preservativo são modernices.” 

Ricardo Araújo Pereira,
no último Governo Sombra, antes das férias

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Inovação

Ontem, no encerramento do Ciclo de Conferências do Imaterial, em Serralves, Teixeira dos Santos – ex-ministro da “ciclópica” pasta das finanças e Carlos Costa – Governador do BdP – foram unânimes no que à inovação – tema desta última conferência – diz respeito: é imperioso que haja uma forte aposta pública nesta área onde, nós, portugueses, temos um grande potencial de crescimento.

A inovação, num país como o nosso, é a ferramenta que pode alavancar a nossa economia. E não é preciso ser economista, como ambos os convidados ontem eram -, para perceber isto. Portugal é um país da Europa Ocidental que não poderá nunca concorrer em quantidade. A nossa dimensão geográfica não o permite. Resta-nos, por isso, ser criativos e actuar num nicho de mercado onde poucos ou nenhuns têm essa capacidade. Resta-nos actuar sobre os mercados cirúrgicos, onde nos podemos valer.

Carlos Costa referiu, com orgulho, um desses mercados. O calçado, um sector que, há uns anos atrás, estava a passar por sérias dificuldades, impõe-se hoje como um dos mais importantes do país, graças à astúcia dos seus empresários que viram, por exemplo, em Nova Iorque, uma oportunidade de exportação.

O ciclo de conferências encerrou ontem, mas espera-se que mais iniciativas como esta possam ser desenvolvidas.

[Hoje, em Serralves, o quarteto do Governo Sombra fará a partir de lá a sua emissão em directo. Depois de Berlim, segue-se o Porto.]

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“Angélico quê?”

Recomendo a todos este artigo do meu “colega de blog”, Rafael Côrte-Real, n’ O Centro Social.

Levanta questões essenciais sobre os últimos dias e, mais do que isso, propõe-nos a reflexão acerca de um tema que, jornalística e socialmente, é assustador: a abordagem das pessoas e dos media  em relação às “estrelas emergentes” da sociedade contemporânea.

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Domingo, dia de trabalho (Diário de Bordo #6)

Domingo, 19 de Junho
Entrevista à Comissão de Festas S. Bento, em Rio Tinto

Nem todos descansaram ao 7º dia. Eu, por exemplo, no domingo último tive de trabalhar para o estágio.

Fui a Rio Tinto, entrevistar os elementos da Comissão de Festas de S. Bento das Pêras e S. Cristóvão. Trata-se de uma festividade que representa uma tradição muito antiga da cidade, que, em tempo de crise, vive sérias dificuldades quer ao nível financeiro, quer ao nível geracional. Quanto ao primeiro nível, é o dia-a-dia de um país que vive em crise absoluta. O segundo relaciona-se com o desprendimento dos mais jovens para com as festas tradicionais e, sobretudo, religiosas.

A entrevista correu muito bem. Usei pela primeira vez o telemóvel para gravar, em detrimento das notas apressadas num bloco que havia utilizado noutras situações. Depois da entrevista, ainda fiquei um tempo largo à conversa com estes senhores simpáticos e preocupados com o futuro da tradição.

Aproveitando o facto de estar em Rio Tinto e de ser domingo, aproveitei para “despachar” mais um trabalho que tenho para este mês, também relacionado com a festa: um inquérito de rua.

O balanço paralelo do inquérito é este:

1. 50 % das pessoas não quer responder;

2.  Alguns respondem mas, quando sabem que a fotografia tem de ser tirada para “validar” a opinião, recusam, inutilizando tudo o que disseram;

3. A grande maioria acaba a falar de política, mesmo quando a questão é: “O que acha da festa de S. Bento”.

No entanto, o balanço oficial é mais que positivo e a experiência que fica segue o exemplo.

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Diário de Bordo #5

Sexta, 10 de Junho.
Aniversário da Assembleia de Rio Tinto.

A Assembleia de Rio Tinto, uma colectividade da cidade, festejou o seu 90º aniversário. A palavra crise esteve uma vez mais na ordem do dia. No entanto, a cascata sanjoanina que a associação “ostenta” na sua sede, faz esquecer todos os problemas. Uma verdadeira obra de arte, criada pelo Sr. Arlindo Martins, que prima pela humildade. Esta cascata que representa a cidade de Rio Tinto vai a concurso e espera ter o mesmo resultado das últimas seis: a vitória.

 

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Esperançoso

Divulgada a lista do futuro colégio governamental, importa realçar a coerência das escolhas, apesar de algumas surpresas.

Desde logo, o superministro: Vítor Gaspar. Dos nomes mais ventilados para esta pasta, nenhum foi escolhido. Nem Catroga, nem Bento, nem Duque.

Para um das áreas mais importantes – a Justiça – uma mulher com garra: Paula Teixeira da Cruz que prima pela veemência das suas convicções.

Da boa equipa parlamentar de que o CDS dispunha, transitam para o governo dois nomes: Pedro Mota Soares e Assunção Cristas. São jovens (37 e 36 anos, respectivamente) e deles espera-se que continuem com a mesma intensidade e qualidade de trabalho que até agora tinham vindo a desenvolver. Apesar disso, a escolha para a Agricultura parece ser uma surpresa.

Uma das escolhas que mais revela coerência e consistência é a da Educação. O matemático Nuno Crato, presidente do TagusPark, é agora o homem forte deste ministério. Excelente escolha pelo seu profissionalismo e competência.

A cultura ganhou Francisco José Viegas, encarregado do ministério que virou secretaria e que agora presta contas ao primeiro-ministro, Passos Coelho.

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NZT

Parece que não fui o único que, depois de ver o soberbo filme que dá pelo nome de Limitless, fui procurar se o NZT existia mesmo.

Tendo em conta a fugaz pesquisa que fiz, fiquei com a ideia que não existe mesmo. Que pena. Ou talvez não.

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Diário de Bordo #4 – Balanço

Ontem foi dia de fazer um balanço na redacção do jornal, com o director-adjunto, acerca desta primeira fase.

A conclusão foi positiva. Após a análise parágrafo a parágrafo de cada notícia, e depois de esclarecidos os pontos que devem ser sujeitos a melhoria, o ponto de situação é favorável por duas razões. A primeira porque não esperava uma dedicação tão clara por parte dos responsáveis em relação ao meu trabalho, sendo que, ficou ontem claro, vou aprender mais sobre jornalismo quer por autodidactismo, quer pela ajuda do jornalista responsável.
A segunda razão prende-se com o facto de ter tido um bom feedback em relação ao trabalho feito até agora.

A edição de Junho está nas bancas e o frenesim com a edição de Julho começa.

Será uma edição de muito trabalho – o Verão está aí e as actividades e eventos serão muitos.

Apesar de alguns contratempos pessoais, espero poder corresponder ao trabalho que me é pedido.

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Diário de Bordo #3 – Ângelo Campos é o novo presidente

O Clube Atlético de Rio Tinto virou mais uma página na sua já longa história. Este clube, com 85 anos de vida, tem um novo presidente da Direcção que norteará doravante os destinos da instituição. Ângelo Campos foi empossado presidente no sábado, sucedendo a António Taveira cujo trabalho, dos últimos 14 anos, foi amplamente elogiado.

O discurso do agora ex-presidente foi de alerta. “ Desejo a maior das felicidades à nova Direcção mas aviso que não será um trabalho fácil. É um cargo exigente e difícil. A sorte será também necessária.” António Taveira agradeceu apelo apoio que lhe foi prestado enquanto presidente e que, segundo o próprio, foi essencial para o desempenho do cargo.

Após a assinatura dos diferentes membros que compõem a nova direcção, o recém-empossado presidente, Ângelo Campos, começou por deixar uma palavra de agradecimento ao seu antecessor: “Um presidente extremamente correcto e empenhadíssimo na honra do bom nome do clube”.

Falando sobre a importância da prática desportiva, Ângelo Campos afirmou que o futebol poderá ser uma boa forma de “preparar os jovens para um futuro que se avizinha cada vez mais competitivo, tanto no desporto como na escola e até nas suas futuras carreiras profissionais.”

Como elemento essencial do seu mandato, o dirigente desportivo elegeu a determinação para ultrapassar os obstáculos que se avizinham e prometeu ser “exageradamente justo” para com aqueles que tentaram travar o progresso do Atlético de Rio Tinto. O relvado sintético, um anseio antigo de todos os que fazem parte do clube, não foi esquecido por Ângelo Campos que prometeu que o clube “continuará a propor a solução” por forma a melhorar as actuais infra-estruturas.

A cerimónia de tomada de posse contou com várias personalidades. Entre elas, o líder da Assembleia-geral do Atlético, Luís Silva, os vereadores Fernando Paulo e Castro Neves, o autarca Marco Martins e presidente da Direcção do Mosteiro Futebol Clube, Joel Ramos. Nesta ocasião, Marco Martins destacou o trabalho desenvolvido pelo clube ao nível das camadas jovens. Além disso, o presidente da Junta de Rio Tinto, realçou a importância do Atlético para a freguesia e para o concelho.

Por sua vez, o vereador Fernando Paulo exaltou, à imagem de Ângelo Campos, o trabalho do anterior presidente do clube: “ António Taveira é um excelente dirigente desportivo, nunca perdendo o bom-trato, a elegância e a boa educação.” O vereador afirmou que por agora será apenas possível manter o apoio habitual ao Atlético, o que acontece à imagem de outras instituições. A austeridade que os tempos exigem e os fortes investimentos noutras áreas, como a Educação, não permitem “entrar em aventuras”, explicou o responsável autárquico.

Quanto ao desejo expresso pelo adeptos e simpatizantes do clube, Fernando Paulo respondeu que “não posso recusar que o sintéctico é o piso ideal para a prática do futebol. Logo que seja possível, a Câmara Municipal de Gondomar vai apoiar esta aspiração.”

 

Luís Alves

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Diário de Bordo #2 – Solidariedade e diversão

    No passado dia 21 de Março realizou-se no Largo do Mosteiro, em Rio Tinto, a segunda edição do Festival da Juventude. Este evento, organizado pela Comissão Social de Freguesia, reuniu durante este dia diferentes perspectivas do que é ser hoje um jovem.

O acontecimento, que contava com um cartaz repleto de actividades, assegurou a diversão e a dinâmica própria dos mais novos e imprimiu esse espírito nas centenas de visitantes que fizeram questão de estar presentes no Festival da Juventude.

    Desde concursos de graffiti a projectos de solidariedade, passando por rastreios e workshops , o certame ofereceu aos que o visitaram um conjunto alargado de amostras que reflectem a cultura e vivência dos jovens rio tintenses.

Um projecto que esteve em destaque no festival foi o dos alunos do 12º ano da Escola Secundária de Rio Tinto. O objectivo que os move, o de promover a solidariedade social junto de todos, levo-os a participar como expositores.

Inês Teixeira, membro do grupo que desenvolveu esta ideia, afirmou que o “público diversificado” com que o evento contou, lhes permitiu abrir perspectivas para dar a conhecer o projecto no qual têm vindo a trabalhar. A jovem, animada pela causa que a trouxe ali e pela possibilidade de ter um público alargado, afirmou que este evento ia ser “óptimo” para o projecto e que o mesmo “ajuda a ajudar”.

    Numa perspectiva mais artística, o festival contou com um mural junto ao palco onde diversos jovens que partilham o gosto pelo graffiti se puderam expressar e mostrar os seus dotes. Bruno Oliveira, um desses jovens, revelou que esta forma de comunicação surgiu, no seu caso pessoal, pela união entre o hip pop e o desenho, ambos do seu interesse. Tal como o projecto de voluntariado, este também tem uma moral que os jovens pretenderam passar ao longo do dia: “ o graffiti não é só vandalismo”, alertou Bruno Oliveira.

Um dos grandes atractivos do evento foi a actividade radical Freeride que juntou muitos curiosos.

As rampas que rasgavam o largo permitiram a muitos jovens praticantes da actividade mostrar as acrobacias e habilidades em verdadeiros momentos de destreza e aventura, para delícia de todos que assistiam.

Afonso Oliveira, atleta federado há 4 anos e praticante de alta competição a nível nacional, participou no evento e afirmou que foi um objectivo muito concreto aquele que o trouxe ao Festival da Juventude. “ Não vim para mostrar o que sei fazer. Vim aqui para dar a conhecer a modalidade a todos.”

   O presidente da Junta de Freguesia, Marco Martins, esteve também presente no evento e ficou agradado com o que viu. “ O festival desenvolve-se com o estabelecimento de 20 parcerias sociais que contribuíram para que este evento fosse possível e contou com uma organização de cerca de 250 pessoas. É o culminar de um trabalho cujo tema é inclusão social e voluntariado.”, referiu o autarca.

Num tempo de crise económica e social, o Presidente da Junta, em tom de conclusão e lançando um repto, frisou que “devemos promover o espírito das pessoas.”                                                                         (Fotografia: JFRT)

Luís Alves
[ 1º artigo publicado no jornal Vivacidade, na qualidade de estagiário ]

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