Tag Archives: Expresso

Revista: primeira impressão

Saiu hoje a edição renovada da revista Única – que agora se chama Revista – publicação que acompanha o semanário Expresso. Fica a ideia inicial de que ganhou pouco em termos de conteúdos novos, apesar da qualidade ser a mesma. A divisão tripartida mantêm-se – os ‘pratos’, ‘entradas e ‘sobremesas’ deram lugar ao ‘login’, ‘exlibris’ e ‘logout’ – e a aposta no digital e nos new media parece mais forte.

20120107-033608.jpg

No painel de cronistas, nota negativa para a aparente saída de Nuno Markl, que brindava os leitores com artigos verdadeiramente criativos, ou não estivéssemos a falar do autor que idealizou a Caderneta de Cromos. Entram alguns novos cronistas mas mantêm-se Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Henrique Monteiro, este último sob o pseudónimo Comendador Marques de Correia.

Na edição iPad, a qualidade gráfica é a mesma – soberba, portanto-, apesar da escolha de cores menos discretas. A navegação é intocável, sem erros aparentes.

O tema de capa não podia ser mais oportuno: grande entrevista a Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, que regressa ao activo na segunda-feira, após um episódio de overworking.

20120107-033727.jpg

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

“Brilho da inteligência”

Ainda sobre o artigo “Soberba Indigente“, da minha autoria, publicado no Expresso último.

Oliveira Salazar numa entrevista a António Ferro, director do Secretariado de Propaganda Nacional, acerca dos defeitos mais genuínos dos portugueses:

A própria facilidade de compreensão, diminuindo-lhe a necessidade de esforço, leva-o a estudar todos os assuntos pela rama, a confiar demasiado na espontaneidade e brilho da sua inteligência.

Com as etiquetas , , , , , ,

Soberba Indigente

Nós, portugueses, temos muitas qualidades. Somos hospitaleiros, simpáticos, patriotas e até solidários. Temos, no entanto, alguns defeitos que persistem com o passar do tempo e que nos deixam enclausurados neste ambiente ruralizado que beira não raras vezes o limite do provinciano.

Um desses defeitos é o facto de sabermos e termos solução para tudo. Nada nos escapa.

O presidente do Sporting demitiu-se? “Eu bem tinha avisado que ele não era o presidente ideal para o clube”.

José Mourinho está em divergência com Jorge Valdano? “Aquele Valdano nunca me enganou. Eu logo vi que ele ia fazer a folha ao Mourinho.”

(…)

Os políticos? “ São uma orgia de corruptos que nada sabem e que estão lá para se governarem.”

Temos esta capacidade inata que nos permite dissertar sobre tudo e sobre nada e que seria até, uma aptidão não censurável caso não partisse de um pressuposto errado – nós não sabemos do que falámos.

(…) A nós, basta ler um título de um jornal, para (…) com a leviandade própria de quem apenas os títulos lê, debater qualquer assunto de ânimo leve. Depois é vê-los aí pelos fóruns das rádios e das Tvs (…) a palrar sobre o Orçamento de Estado, sobre as mais recentes políticas económicas e sobre os mercados internacionais. (…)

in Expresso [29.1.11]

Com as etiquetas , , , , , ,