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Os Obamas

A fotografia dos Obamas revela uma outra realidade, que poderia ser chamada das possibilidades ilimitadas da verdadeira reciprocidade, de um casamento que desafia as definições mais rígidas. O casamento dos Obamas encanta e atrai tanta gente porque parece tão confortável que ninguém está preocupado com quem usa as calças lá em casa – e essa é a realidade de muitos dos casamentos felizes. Num casamento saudável, os parceiros não interpretam simplesmente os papéis tradicionais do seu género, reproduzindo a trama de obediência e fidelidade: inventam os seus próprios papéis da maneira que melhor serve o interesse de ambos. O casamento é improvisação, e cada caso é um caso único. A variedade abunda, e as pessoas adaptam-se.

Trecho da notícia Público/The Washington Post sobre como uma fotografia se insufla de narrativas

 

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Pobre Porto

 

O jornal Público extermina amanhã, oficialmente, a secção local Porto do seu jornal.

Não percebendo bem o que se passa com o meu Público – digo meu porque sinto por ele uma espécie de amor extravasante, pela qualidade e sobriedade que lhe reconheço (ou reconhecia) -, confesso-me triste e desolado.

Recordo as leituras que faziam daquela secção e que me davam tanto gozo.
Vivo, por memória, os tempos em que comprei o Público (Edição Porto) na estação de comboios, no aeroporto, ou perto de casa e o fui ler para fora da cidade, para paragens mais ou menos distantes. Como sabia bem ler o que se passava no país e no mundo e depois chegar, já perto do final do diário, à secção Porto. Como é bom lermos a nossa cidade. E eu li-a. Na secção local Porto. Que espanto eram os textos do Jorge Marmelo e de alguns outros.

Amanhã talvez volte a ler o Porto no Público. Pela última vez.

Ou talvez nem me dê ao trabalho. Por luto.

 

 

 

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Até 13.01.12

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Vou fingir que não estou deslumbrado por ter acesso a de um dos melhores jornais do mundo – o The Guardian -, diariamente, sem pagar nada por isso. Até dia 13 de Janeiro, altura em que termina a subscrição grátis, serei um fiel leitor do diário. Depois logo se vê.

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Não é um Top Gear, mas…

…parece que, finalmente, temos um bom programa de carros, em Portugal. É a Volante TV e é transmitido na SICN.

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Diário de Bordo #12 Compacto

Com as férias veio a despreocupação. Depois disso, aparentemente, estaria para vir o regresso ao trabalho, com o mesmo ritmo de sempre. Mas não. Até há bem pouco tempo, a extensão das férias fez-se notar nos dias ainda relaxados, apesar da faculdade já ir em velocidade de cruzeiro.

Agora, que despertei, tudo volta ao normal. A faculdade, o jornal, o blog – e respectivo diário de bordo -, O Centro Social, etc.

Quanto ao diário de bordo, desta vez, e por já estar atrasado, apresento uma súmula dos acontecimentos e não uma descrição pormenorizada.

Do pós-férias e já a trabalhar para a edição de Setembro, o meu trabalho foi extenso e desdobrou-se em quatro eventos:

1. Entrevista à autora do livro Código 12_18, Deolinda Reis;

2. Publireportagem (ou reportagem redigida, como diz Manuel António Pina) do Mathriders – um centro de explicações de matemática com uma taxa de sucesso de 95%;

3. Entrevista à confraria do Rosário, que é o grupo responsável pela organização de uma das maiores festas religiosas da zona norte;

4. Publireportagem de uma loja de fotografias – a Foto Ilustre – que é conduzida por dois profissionais exímios na arte de fotografar.

Destes quatros eventos, o que mais me marcou, enquanto repórter estagiário, foi a entrevista à escritora e professora Deolinda Reis, pela forma como a conversa, no final da apresentação da obra, fluiu. Por mais que nos fosse útil, nem todos os nossos entrevistados tem a capacidade oratória e discursiva da escritora, que me permitiu fazer um bom trabalho na hora de redigir o artigo.

A edição saiu a 29 de Setembro, com um layout refrescado, naquela que foi a primeira mudança estética desde o seu nascimento.

Ainda no campo das novidades, surge uma inteiramente relacionada com a necessidade premente das novas tecnologias. O antigo site do jornal Vivacidade já não responde às exigências dos tempos actuais e, querendo colmatar essa falha, eu próprio, nos tempos livres, construí um novo site de raíz que pretende ser, este sim, um meio de comunicação actualizado, dinâmico e apelativo. Em relação ao anterior, este novo possui inúmeras potencialidades, entre as quais a capacidade de o leitor consultar a versão online, de ler as principais notícias e destaques, entre outras coisas. No entanto, este webespaço ainda não é oficial, estando à espera do aval da direcção.

O trabalho para a edição de Outubro já começou. A edição deste mês terá a minha colaboração numa proporção mais contida, visto que o trabalho da faculdade me deixa pouco tempo extra.

A fechar, deixo algumas fotografias que ilustrem o meu trabalho para a edição de Setembro do periódico rio tintense.

A autora da obra ‘Código 12_18’, Deolinda Reis, a quem a simpatia e clareza de ideias surgem naturalmente.

Os confrades do Rosário, homens de fé, constituídos por um espírito de voluntariado cada vez mais etéreo.

As renovadas instalações da Foto Ilustre, conduzida por António Mendes e Rui Teixeira, dois fotógrafos premiados.

E, por fim, a capa da edição do mês de Setembro, com um enfoque natural nas festas do concelho.

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Portdance Open (Diário de Bordo #11)

Sábado, 16 de Julho
Portdance Open, Multiusos de Gondomar

Depois de festas tradicionais, aniversários de associações, serões culturais, eis que chega um evento de uma dimensão e âmbito diferentes.

O PortdanceOpen, festival internacional de dança desportiva, realizou-se em Gondomar, no pavilhão Multiusos, e a cobertura do evento para o jornal Vivacidade ficou por minha conta.

Como as características do evento eram substancialmente diferentes, fiz uma preparação mais aprofundada da cobertura: preparei devidamente as questões para os diferentes tipos de entrevistados. No local, tive oportunidade de entrevistar o organizador, Pedro Sousa, que também é o mentor de uma academia de dança com o seu nome, o vereador Castro Neves, da Câmara de Gondomar, alguns pares de dançarinos participantes, os responsáveis de um ginásio lá representado, bem como alguns visitantes.

O evento, pelo que vi e segundo palavras do organizador, teve sucesso e a edição deste ano parecia estar a superar a de outros anos.

No local, para além do Vivacidade, estiveram também, que eu tivesse visto, o Jornal de Notícias, que fez duas reportagens sobre o evento, e o Porto Canal.

A cobertura correu bem, todos os entrevistados deram um excelente contributo e a edição da notícia seguiu o mesmo caminho. Desta vez, tendo em conta a natureza da notícia e o facto de ter mais alguns caracteres disponíveis, tentei imprimir um ritmo mais presencial e não tanto formatado. Pretendi com a notícia, contar, de facto, uma história, utilizando referentes espaciais e temporais, o que nem sempre é fácil num jornal mensal. A ver vamos qual será o resultado. No dia 4 de Agosto, dia em que o jornal sai, saber-se-á!

Deixo também uma apresentação em vídeo, um dos muitos que estão no Youtube, que impressiona pela qualidade dos dançarinos.

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Triana (Diário de Bordo #10)

Quinta-feira, 14 de Julho
Triana, Festa do Nosso Senhor dos Aflitos

O Verão traz-nos a silly season, época rica em assuntos frívolos, mas também muita festa – da tradicional e da outra.

Desta vez, a Triana – uma zona de Rio Tinto, outrora problemática, segundo soube -, celebra o Nosso Senhor dos Aflitos, poucas semanas depois do S. Bento.

A Comissão de Festas destas celebrações depara-se com os problemas que a crise, invariavelmente, traz. As questões financeiras estiveram muito presentes na entrevista que fiz ao presidente da Comissão, José Ferreira, que, no entanto, admitiu que a comunidade “tinha sido generosa”.

Boas notícias, portanto.

 

 

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Edição fechada (Diário de Bordo #9)

A edição de Julho do Jornal Vivacidade – a minha segunda, enquanto estagiário – fechou e com ela saíram quatro artigos da minha autoria, cujos títulos enuncio aqui: “Festa ‘anti-crise'”, “90 velas para a Assembleia de Rio Tinto”, “Cultura e Música” e “Não queremos deixar cair a festa”. O jornal saiu a 8 de Julho.

Muito trabalho, mas também muito interesse e dedicação numa experiência que até agora só me tem deixado agradado.

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Um registo diferente (Diário de Bordo #8)

Sexta, 1 de Julho
Conferência na Associação São Bento, Rio Tinto

A Associação São Bento, organizou uma conferência dedicada ao Mosteiro Beniditino. O evento, realizado na sede da colectividade, decorreu ao longo do serão quente da primeira noite do mês de Julho e teve como orador o ex-director da Biblioteca Municipal do Porto e actual assessor Cultural da Câmara Municipal do Porto, Luís Cabral.

Para além da conferência e do bom humor do orador convidado, a sala, com todo o seu valor histórico e o Quarteto de Saxofones da Academia de Música de Costa Cabral concretizaram uma noite agradável e um artigo muito interessante de redigir.

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Festa e Feira (Diário de Bordo #7)

Sexta, 1 de Julho de 2011
Festa da Cerveja e Feira de Artesanato, Largo do Mosteiro, Rio Tinto

O Verão é assim. Calor e muita festa, apesar da crise.

Rio Tinto não foge à regra e neste período de veraneio muitas serão as festas e demais eventos. Ao ar livre, de preferência.

No primeiro dia do mês de Julho, ao final da tarde, fui fazer a cobertura de mais uma edição da Festa da Cerveja – um dos eventos com mais adesão, por terras rio tintenses.

Em paralelo, decorria a Feira de Artesanato, no mesmo local, que também teve lugar de destaque no artigo que fiz para a edição de Julho.

Entrevistei participantes, visitantes, organizadores e falei com todos aqueles que podiam dar um contributo para que o artigo ficasse rico.
Uma boa experiência, como sempre.

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“Angélico quê?”

Recomendo a todos este artigo do meu “colega de blog”, Rafael Côrte-Real, n’ O Centro Social.

Levanta questões essenciais sobre os últimos dias e, mais do que isso, propõe-nos a reflexão acerca de um tema que, jornalística e socialmente, é assustador: a abordagem das pessoas e dos media  em relação às “estrelas emergentes” da sociedade contemporânea.

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Soares dos Santos

Foi de facto muito interessante, a entrevista de Alexandre Soares dos Santos a José Gomes Ferreira, ontem (dia 6) na SIC Notícias, no programa Negócios da Semana.

De entre as inúmeras questões abordadas, com natural incidência para a crise política, destacam-se duas basilares: (1) deve haver um acordo pré-eleitoral; (2) o Presidente da República deve nortear o caminho doravante seguido.

Ainda houve tempo para estabelecer pontes entre o momento do país e a situação na Jerónimo Martins, que depois de se ter estabelecido de uma forma consolidada na Polónia, pretende ampliar os seus negócios para outros países, que, por ora, estão a ser estudados numa perspectiva fiscal e constitucional.

(Fotografia: ALEXANDRE ALMEIDA/KAMERAPHOTO)

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Quanto vale um jornal…?

Sou um eterno e infindável defensor do jornal em versão tradicional – a versão impressa.

Aliás, não é só nesta matéria que prefiro o é real e palpável ao digital e volátil .

Só quem o faz como rotina, é que valoriza o prazer de ler o jornal pela manhã absorvendo e filtrando as notícias do dia anterior.

Nunca (e digo nunca, para me convencer que a versão impressa é insubstituível) um leitor de jornais poderá ser flexível e interessante na mesma medida em que o jornal, dito tradicional, é. Mesmo tendo em conta todas as 1001 vantagens dos novos artefactos tecnológicos explanadas ad nauseam pelos geeks e pós-contemporâneos (?).

Para eles, tenho um vídeo que, melhor que ninguém, mostra a ineficiência e ineficácia dos tais objectos leitores-de-tudo-e-mais-alguma-coisa–que-só-têm-vantagens.


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