Tag Archives: Jornalismo

Pobre Porto

 

O jornal Público extermina amanhã, oficialmente, a secção local Porto do seu jornal.

Não percebendo bem o que se passa com o meu Público – digo meu porque sinto por ele uma espécie de amor extravasante, pela qualidade e sobriedade que lhe reconheço (ou reconhecia) -, confesso-me triste e desolado.

Recordo as leituras que faziam daquela secção e que me davam tanto gozo.
Vivo, por memória, os tempos em que comprei o Público (Edição Porto) na estação de comboios, no aeroporto, ou perto de casa e o fui ler para fora da cidade, para paragens mais ou menos distantes. Como sabia bem ler o que se passava no país e no mundo e depois chegar, já perto do final do diário, à secção Porto. Como é bom lermos a nossa cidade. E eu li-a. Na secção local Porto. Que espanto eram os textos do Jorge Marmelo e de alguns outros.

Amanhã talvez volte a ler o Porto no Público. Pela última vez.

Ou talvez nem me dê ao trabalho. Por luto.

 

 

 

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Revista: primeira impressão

Saiu hoje a edição renovada da revista Única – que agora se chama Revista – publicação que acompanha o semanário Expresso. Fica a ideia inicial de que ganhou pouco em termos de conteúdos novos, apesar da qualidade ser a mesma. A divisão tripartida mantêm-se – os ‘pratos’, ‘entradas e ‘sobremesas’ deram lugar ao ‘login’, ‘exlibris’ e ‘logout’ – e a aposta no digital e nos new media parece mais forte.

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No painel de cronistas, nota negativa para a aparente saída de Nuno Markl, que brindava os leitores com artigos verdadeiramente criativos, ou não estivéssemos a falar do autor que idealizou a Caderneta de Cromos. Entram alguns novos cronistas mas mantêm-se Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Henrique Monteiro, este último sob o pseudónimo Comendador Marques de Correia.

Na edição iPad, a qualidade gráfica é a mesma – soberba, portanto-, apesar da escolha de cores menos discretas. A navegação é intocável, sem erros aparentes.

O tema de capa não podia ser mais oportuno: grande entrevista a Horta Osório, presidente do Lloyds Bank, que regressa ao activo na segunda-feira, após um episódio de overworking.

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Não é um Top Gear, mas…

…parece que, finalmente, temos um bom programa de carros, em Portugal. É a Volante TV e é transmitido na SICN.

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Diário de Bordo #12 Compacto

Com as férias veio a despreocupação. Depois disso, aparentemente, estaria para vir o regresso ao trabalho, com o mesmo ritmo de sempre. Mas não. Até há bem pouco tempo, a extensão das férias fez-se notar nos dias ainda relaxados, apesar da faculdade já ir em velocidade de cruzeiro.

Agora, que despertei, tudo volta ao normal. A faculdade, o jornal, o blog – e respectivo diário de bordo -, O Centro Social, etc.

Quanto ao diário de bordo, desta vez, e por já estar atrasado, apresento uma súmula dos acontecimentos e não uma descrição pormenorizada.

Do pós-férias e já a trabalhar para a edição de Setembro, o meu trabalho foi extenso e desdobrou-se em quatro eventos:

1. Entrevista à autora do livro Código 12_18, Deolinda Reis;

2. Publireportagem (ou reportagem redigida, como diz Manuel António Pina) do Mathriders – um centro de explicações de matemática com uma taxa de sucesso de 95%;

3. Entrevista à confraria do Rosário, que é o grupo responsável pela organização de uma das maiores festas religiosas da zona norte;

4. Publireportagem de uma loja de fotografias – a Foto Ilustre – que é conduzida por dois profissionais exímios na arte de fotografar.

Destes quatros eventos, o que mais me marcou, enquanto repórter estagiário, foi a entrevista à escritora e professora Deolinda Reis, pela forma como a conversa, no final da apresentação da obra, fluiu. Por mais que nos fosse útil, nem todos os nossos entrevistados tem a capacidade oratória e discursiva da escritora, que me permitiu fazer um bom trabalho na hora de redigir o artigo.

A edição saiu a 29 de Setembro, com um layout refrescado, naquela que foi a primeira mudança estética desde o seu nascimento.

Ainda no campo das novidades, surge uma inteiramente relacionada com a necessidade premente das novas tecnologias. O antigo site do jornal Vivacidade já não responde às exigências dos tempos actuais e, querendo colmatar essa falha, eu próprio, nos tempos livres, construí um novo site de raíz que pretende ser, este sim, um meio de comunicação actualizado, dinâmico e apelativo. Em relação ao anterior, este novo possui inúmeras potencialidades, entre as quais a capacidade de o leitor consultar a versão online, de ler as principais notícias e destaques, entre outras coisas. No entanto, este webespaço ainda não é oficial, estando à espera do aval da direcção.

O trabalho para a edição de Outubro já começou. A edição deste mês terá a minha colaboração numa proporção mais contida, visto que o trabalho da faculdade me deixa pouco tempo extra.

A fechar, deixo algumas fotografias que ilustrem o meu trabalho para a edição de Setembro do periódico rio tintense.

A autora da obra ‘Código 12_18’, Deolinda Reis, a quem a simpatia e clareza de ideias surgem naturalmente.

Os confrades do Rosário, homens de fé, constituídos por um espírito de voluntariado cada vez mais etéreo.

As renovadas instalações da Foto Ilustre, conduzida por António Mendes e Rui Teixeira, dois fotógrafos premiados.

E, por fim, a capa da edição do mês de Setembro, com um enfoque natural nas festas do concelho.

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Exmo. Sr. Professor Dr.

Há uns meses fui fazer uma cobertura de um evento – não interessa qual, nem onde. No final, no caos dos meus apontamentos, faltavam-me uns nomes, que iriam ser necessários para a redacção da notícia. Fui falar com o responsável. Um homem de meia idade, altivo, com uma ponta de simpatia disfarçada. Enquanto lhe perguntava os nomes, notei que ele olhava para um outro bloco que tinha, onde estava escrito o nome dele.
De repente, com um sorriso tipo eu-vi-logo-que-eras-um-pateta:

– «Não é ‘Sr.’ mas sim ‘Dr.’, atrás do meu nome.» – disse ele.

Olhei para o dito bloco. De facto estava lá o ‘Sr.’ mas, na realidade, não devia estar lá nada. Nem ‘Sr.’, nem ‘Dr.’.

– «Pois» – disse eu, enquanto riscava o ‘Sr.’ e punha lá o ‘Dr.’ um pouco mais a cima. «Isto é só um rascunho mas na notícia não aparecerá qualquer título» – acrescentei, tentando explicar-lhe.

– « Ah, pois, em Jornalismo são só os nomes das pessoas, não é?», respondeu ele com uma expressão que desvendava a tristeza que lhe ia na alma por aquilo que tinha acabado de dizer ser verdade.

Numa crónica recente de Mário Crespo, o próprio surpreendia-se com com este “complexo do doutoramento nacional”, referindo-se a este como “caso único no mundo”.
No mesmo espaço de opinião, o pivôt partilhava com os leitores os dados do Wall Street Journal sobre Portugal, num artigo apelidado pelo periódico americano de “Uma Nação de Cábulas”. Nele, constatava-se que apenas “28% da população portuguesa entre os 25 e os 64 completaram o nono ano”, enquanto que noutros países europeus, esse indicadores rondam os 90%.

A questão é: se já é chato que exista um país de doutores e engenheiros, o que dizer de um país de falsos doutores e engenheiros?

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Rocky Mountain News

Quando um jornal fecha, fecha muito mais do que uma empresa noticiosa. São histórias que terminam. São rotinas partilhadas jornal-leitor que desaparecem de uma manhã para outra. Foi o que aconteceu, em 2009, ao Rocky Mountain News. Um jornal de Denver, com 149 anos (!).

 

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Triana (Diário de Bordo #10)

Quinta-feira, 14 de Julho
Triana, Festa do Nosso Senhor dos Aflitos

O Verão traz-nos a silly season, época rica em assuntos frívolos, mas também muita festa – da tradicional e da outra.

Desta vez, a Triana – uma zona de Rio Tinto, outrora problemática, segundo soube -, celebra o Nosso Senhor dos Aflitos, poucas semanas depois do S. Bento.

A Comissão de Festas destas celebrações depara-se com os problemas que a crise, invariavelmente, traz. As questões financeiras estiveram muito presentes na entrevista que fiz ao presidente da Comissão, José Ferreira, que, no entanto, admitiu que a comunidade “tinha sido generosa”.

Boas notícias, portanto.

 

 

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Edição fechada (Diário de Bordo #9)

A edição de Julho do Jornal Vivacidade – a minha segunda, enquanto estagiário – fechou e com ela saíram quatro artigos da minha autoria, cujos títulos enuncio aqui: “Festa ‘anti-crise'”, “90 velas para a Assembleia de Rio Tinto”, “Cultura e Música” e “Não queremos deixar cair a festa”. O jornal saiu a 8 de Julho.

Muito trabalho, mas também muito interesse e dedicação numa experiência que até agora só me tem deixado agradado.

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“Angélico quê?”

Recomendo a todos este artigo do meu “colega de blog”, Rafael Côrte-Real, n’ O Centro Social.

Levanta questões essenciais sobre os últimos dias e, mais do que isso, propõe-nos a reflexão acerca de um tema que, jornalística e socialmente, é assustador: a abordagem das pessoas e dos media  em relação às “estrelas emergentes” da sociedade contemporânea.

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