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Os Obamas

A fotografia dos Obamas revela uma outra realidade, que poderia ser chamada das possibilidades ilimitadas da verdadeira reciprocidade, de um casamento que desafia as definições mais rígidas. O casamento dos Obamas encanta e atrai tanta gente porque parece tão confortável que ninguém está preocupado com quem usa as calças lá em casa – e essa é a realidade de muitos dos casamentos felizes. Num casamento saudável, os parceiros não interpretam simplesmente os papéis tradicionais do seu género, reproduzindo a trama de obediência e fidelidade: inventam os seus próprios papéis da maneira que melhor serve o interesse de ambos. O casamento é improvisação, e cada caso é um caso único. A variedade abunda, e as pessoas adaptam-se.

Trecho da notícia Público/The Washington Post sobre como uma fotografia se insufla de narrativas

 

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Pobre Porto

 

O jornal Público extermina amanhã, oficialmente, a secção local Porto do seu jornal.

Não percebendo bem o que se passa com o meu Público – digo meu porque sinto por ele uma espécie de amor extravasante, pela qualidade e sobriedade que lhe reconheço (ou reconhecia) -, confesso-me triste e desolado.

Recordo as leituras que faziam daquela secção e que me davam tanto gozo.
Vivo, por memória, os tempos em que comprei o Público (Edição Porto) na estação de comboios, no aeroporto, ou perto de casa e o fui ler para fora da cidade, para paragens mais ou menos distantes. Como sabia bem ler o que se passava no país e no mundo e depois chegar, já perto do final do diário, à secção Porto. Como é bom lermos a nossa cidade. E eu li-a. Na secção local Porto. Que espanto eram os textos do Jorge Marmelo e de alguns outros.

Amanhã talvez volte a ler o Porto no Público. Pela última vez.

Ou talvez nem me dê ao trabalho. Por luto.

 

 

 

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Pessimismo

Os dias em cheio, no sentido mais amplo e corriqueiro do conceito, padecem de dois problemas. A saber: acabam e são raros.

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Cacharros

” (…)

To own one of these vintages, known as cacharros, or less commonly, bartavias, in Cuba defines who you are, how you spend your time and how you wish to be known. When your plugs don’t spark, when a faulty brake line can’t be repaired, when your engine sputters into a coma, when you run into any of Ricardo’s difficulties, you fabricate the equipment yourself, share with a friend, buy from a stranger. Or you put your car on blocks until the right part appears the next day, month or year. But when your motor purrs, when you accelerate effortlessly from second to third gear, when the doors click into place, you momentarily forget your difficulties and glide for blocks with a prideful smile, until you inevitably run into one of Ricardo’s multiple problems. Could there be a more appealing metaphor for today’s Cuba than cars from yesterday’s America? “

[ Tom Miller, autor de “Trading With the Enemy: A Yankee Travels Through Castro’s Cuba.” ]

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O poder inesgotável da palavra…

…quando bem usada e devidamente respeitada.

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Liberdade, finalmente.

O Egipto experiencia, finalmente, os seus primeiros momentos livres de opressão e estrangulamento social e político.

Vale a pena acompanhar a felicidade deste povo que hoje acrescenta, inefavelmente, um tópico à História mundial em geral e à do seu país, em particular. Esperemos que essa liberdade seja duradoura.

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Soberba Indigente

Nós, portugueses, temos muitas qualidades. Somos hospitaleiros, simpáticos, patriotas e até solidários. Temos, no entanto, alguns defeitos que persistem com o passar do tempo e que nos deixam enclausurados neste ambiente ruralizado que beira não raras vezes o limite do provinciano.

Um desses defeitos é o facto de sabermos e termos solução para tudo. Nada nos escapa.

O presidente do Sporting demitiu-se? “Eu bem tinha avisado que ele não era o presidente ideal para o clube”.

José Mourinho está em divergência com Jorge Valdano? “Aquele Valdano nunca me enganou. Eu logo vi que ele ia fazer a folha ao Mourinho.”

(…)

Os políticos? “ São uma orgia de corruptos que nada sabem e que estão lá para se governarem.”

Temos esta capacidade inata que nos permite dissertar sobre tudo e sobre nada e que seria até, uma aptidão não censurável caso não partisse de um pressuposto errado – nós não sabemos do que falámos.

(…) A nós, basta ler um título de um jornal, para (…) com a leviandade própria de quem apenas os títulos lê, debater qualquer assunto de ânimo leve. Depois é vê-los aí pelos fóruns das rádios e das Tvs (…) a palrar sobre o Orçamento de Estado, sobre as mais recentes políticas económicas e sobre os mercados internacionais. (…)

in Expresso [29.1.11]

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