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A Leça de Siza

Quem cresce pelo Porto e passeia, inevitavelmente, pelas margens do Douro parece reduzido – num sentido muito extenso do termo – a dois ou três lugares.

Na margem direita – a que vê os intermináveis telhados das caves, a que assiste ao exaustivo crescimento de Gaia ou a que se deixa captar pelo interminável Quartel da Serra do Pilar -, escolhe-se entre a velha, clássica e burguesa Foz ou, em alternativa, a nova Matosinhos, de passeios largos e praia que beira Leixões.

Na margem esquerda – a que se regala com a mais bela vista da cidade portuense, a que se encanta com a pequenez das casas ribeirinhas ou com o luminoso Viaduto do Cais das Pedras em Massarelos -, a escolha prolonga-se do Cais de Gaia até às praias de bandeira azul, em Canidelo, Madalena e por aí adiante.

Se se esquecer que o Douro, o rio, termina onde o mar começa – naquela que poderá ser considerada a teoria mais ‘paliciana’ alguma vez aplicada à matéria de reservatórios naturais de água -, existe uma alternativa aos tradicionais locais de passeio.

Leça da Palmeira é um encanto.

É um encanto pela sua marginal, pelo farol da Boa Nova, pela praia com o mesmo nome, pela piscina das marés e pela Casa de Chá.

É um encanto pela simplicidade: do lado oposto do mar surgem uns condomínios privados, uns quantos bares e umas lojas nuns passeios subidos. Do lado do mar, depois de atravessar a rua, uma marginal larga – despida, dirão alguns -, vestida pelo pincel de Siza – dirão outros.

É um encanto, sobretudo, porque permite apreciar a obra do arquitecto Pritzker de Matosinhos, em várias perspectivas. A marginal, a piscina e a Casa de Chá são obras de Siza Vieira. Está última, nascida da genialidade do então jovem Siza, está infelizmente votada ao abandono nos útlimos anos mas com a previsão para breve de uma merecidíssima recuperação.

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