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Cacharros

” (…)

To own one of these vintages, known as cacharros, or less commonly, bartavias, in Cuba defines who you are, how you spend your time and how you wish to be known. When your plugs don’t spark, when a faulty brake line can’t be repaired, when your engine sputters into a coma, when you run into any of Ricardo’s difficulties, you fabricate the equipment yourself, share with a friend, buy from a stranger. Or you put your car on blocks until the right part appears the next day, month or year. But when your motor purrs, when you accelerate effortlessly from second to third gear, when the doors click into place, you momentarily forget your difficulties and glide for blocks with a prideful smile, until you inevitably run into one of Ricardo’s multiple problems. Could there be a more appealing metaphor for today’s Cuba than cars from yesterday’s America? “

[ Tom Miller, autor de “Trading With the Enemy: A Yankee Travels Through Castro’s Cuba.” ]

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Hoje por hoje

Comparar política com futebol pode soar a um exercício que resvala para o prosaico. Na verdade, a política em si, como ciência e exercício de cidadania, nada tem a ver com futebol e logo aí, as hipotéticas possibilidades de comparação se diluiriam.

No entanto, se não é possível estabelecer uma ponte comum entre estas duas díspares actividades, o mesmo não se pode afirmar quanto às reacções que provocam.

Quando um qualquer treinador se cruza com a torrente do sucesso, os adeptos não tardam a mitificar o seu trabalho. Se no dia a seguir, a erosão desse trabalho surge e as derrotas sobrepõem-se às vitórias, o heróico treinador desaparece e emerge uma figura indesejável. Em bom e ávido português dir-se-á assim: “Passou de bestial a besta.”

Nós somos assim: temos uma extensão de memória só comparável com a largueza do nosso país. O que ontem foi bom, hoje é detestável e amanhã é execrável.

Na política, os fenómenos de reacção são muito à imagem desse desporto que move milhões – de pessoas e de euros -, em que a imagem dos treinadores é substituída pela dos políticos e a dos clubes pela dos regimes.

Num estudo realizado recentemente no âmbito do Projecto Farol, 46% dos portugueses auscultados no inquérito, afirmaram que as condições económicas e sociais do país estão piores do que há 40 anos.

O desespero é um mau conselheiro. E esta resposta demonstra isso mesmo.

Há 40 anos atrás a saúde não era um direito. A educação seguia-lhe o caminho e as taxas de alfabetização aterrorizavam o mais calmo dos nórdicos. A fome era uma realidade banal. A esperança média de vida era baixa e a mortalidade infantil era alta. O estado de iliteracia geral era perene. Hoje por hoje, parece uma realidade a cair em desuso, ainda que de forma demasiado lenta.

O clube que abandonámos com o esforço pessoal de muitos – o da ditadura – é aos olhos de metade da população melhor que o clube que abraçamos entusiasticamente – o da democracia.

Churchill disse um dia a célebre e genial frase: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

Lembremo-nos que hoje, indiscutivelmente, somos um melhor clube. Precisamos apenas de treinar mais. E com mais afinco.

in O centro Social

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Liberdade, finalmente.

O Egipto experiencia, finalmente, os seus primeiros momentos livres de opressão e estrangulamento social e político.

Vale a pena acompanhar a felicidade deste povo que hoje acrescenta, inefavelmente, um tópico à História mundial em geral e à do seu país, em particular. Esperemos que essa liberdade seja duradoura.

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